A relação entre pessoas e animais de companhia mudou e essa transformação já pode ser percebida tanto dentro dos lares quanto nas clínicas e hospitais veterinários. Cães e gatos, que durante muito tempo foram vistos principalmente como animais de estimação, passaram a ocupar um espaço cada vez mais próximo ao de membros da família. A chamada humanização dos pets vem acompanhada de mudanças nos hábitos de consumo, na busca por cuidados de saúde e bem-estar e, consequentemente, na própria atuação do médico-veterinário, abrindo caminhos para novas áreas de atuação.
Alimentação diferenciada, acompanhamento preventivo, serviços especializados, planos de saúde, terapias e cuidados são exemplos de um mercado que se tornou mais diversificado. Para o professor do curso de Medicina Veterinária da Estácio, Samir Teixeira dos Santos, que também atua como médico-veterinário, esse novo cenário representa uma mudança profunda na profissão. “Essa mudança de percepção impacta diretamente a forma como os cuidados são planejados, desde a alimentação até o acompanhamento preventivo da saúde”, afirmou.
*O tutor está mais exigente?*
De olho na qualidade de vida e prevenção, o professor destaca que os tutores buscam não apenas atendimento quando o animal está doente, mas também acompanhamento regular e serviços especializados. “Hoje o tutor chega à clínica muito mais informado. Ele pesquisa, compara e pergunta. Esse comportamento exige do médico-veterinário uma comunicação clara, além de conhecimento técnico e científico atualizado”, destacou.
Nesta quarta-feira (9), é celebrado o Dia do Médico Veterinário e diante dessas mudanças, Samir Teixeira dos Santos afirma que a expansão do setor amplia as possibilidades de atuação profissional. Além da clínica tradicional, ganham espaço áreas como dermatologia, cardiologia, odontologia, nutrição, fisioterapia, comportamento animal e diagnóstico por imagem.
“A humanização dos pets abriu um leque enorme de oportunidades para o veterinário. O mercado não busca mais apenas o clínico generalista. Existe demanda crescente por especialistas, em áreas que até pouco tempo eram raras na rotina dos consultórios”, ressaltou o professor.
Para Samir, essa mudança contribui para uma Medicina Veterinária cada vez mais preventiva, especializada e voltada à saúde e ao bem-estar animal. “Quando o animal é tratado como família, o cuidado deixa de ser reativo e passa a ser preventivo. O tutor quer o animal saudável, ativo e feliz. Isso exige uma abordagem mais completa, que considera o bem-estar em todas as dimensões”, explicou.
ASCOM
Daniela Cardoso





