A Acadêmicos de Niterói liderou as menções nas redes sociais durante o Carnaval do Rio de Janeiro, mas dividiu opiniões ao homenagear o presidente Lula, segundo pesquisa da Quaest divulgada neste sábado, 21.
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A Acadêmicos de Niterói liderou as menções nas redes sociais durante o Carnaval do Rio de Janeiro, mas dividiu opiniões ao homenagear o presidente Lula, segundo pesquisa da Quaest divulgada neste sábado, 21.
De acordo com o levantamento, 42% dos comentários sobre o petista e o episódio tiveram conotação negativa, ante 33% de teor positivo.
Entre 27 de janeiro e 18 de fevereiro, a escola somou 354 mil menções, mais que o dobro da segunda colocada, a Mocidade Independente de Padre Miguel, com 141 mil publicações.
Nas redes, opositores classificaram a homenagem como campanha eleitoral antecipada e uma “cortina de fumaça” para encobrir o escândalo do Banco Master.
A pesquisa aponta ainda que a direita predominou no debate sobre o desfile.
Ao todo, o Carnaval do Rio registrou cerca de 2,4 milhões de menções no período, feitas por 264 mil autores únicos, com pico superior a 500 mil publicações em um único dia.
Segundo a Quaest, 72% das citações a políticos durante a festa mencionaram Lula, com maioria de comentários negativos.
62% acham que desfile foi propaganda eleitoral antecipada
Lulômetro
O Lulômetro, pesquisa diária da Realtime para o portal O Antagonista, mostrou alta na avaliação negativa de Lula após o Carnaval. O índice de “ruim” e “péssimo” foi de 43% para 45%.
É a segunda pior marca desde junho do ano passado.
A aprovação, por sua vez, caiu.
A soma de “bom” e “ótimo” do presidente caiu de 32% para 27% ao longo do mês de fevereiro.
Abaixo de 30% considera-se muito difícil que um governante consiga sua reeleição nas urnas.
Rebaixamento
A Acadêmicos de Niterói, que exaltou a trajetória de Lula, foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.
O samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” narrou a vida de Lula desde a infância em Garanhuns (PE) até o retorno ao Palácio do Planalto.
O desfile teve alas que representaram greves operárias, programas sociais e episódios ligados à prisão e à posterior anulação das condenações do petista.
Alegorias trouxeram referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado como um palhaço com trajes de presidiário. A letra reproduziu gritos de militância do PT e mencionou, em dois momentos, o número de urna do partido.
Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de ministros e do prefeito Eduardo Paes (PSD). A primeira-dama Janja, inicialmente prevista para o último carro alegórico da escola, não desfilou; seu lugar foi ocupado pela cantora Fafá de Belém.
Fonte O Antagonista





