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Tragédia Anunciada: Tanque de esgoto no quintal ameaça vidas entre Caseb e Rocinha

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O terror tem endereço certo: Travessa Visconde de Mauá, altura do número 90, próximo ao final da rua China, onde os bairros Caseb e Rocinha se encontram. Moradores vivem em alerta constante, temendo uma nova tragédia. O motivo? Um enorme tanque de esgoto construído no fundo de uma casa que recebe o despejo de três manilhas de esgoto — uma verdadeira bomba-relógio em meio a uma comunidade esquecida pelo poder público.

A situação é tão absurda quanto alarmante: água servida e esgoto correm livremente para dentro de uma caixa subterrânea, construída em área residencial e privada. O risco é eminente. Uma tragédia pode acontecer a qualquer momento — e ela já aconteceu.

Em 2024, uma tromba d’água fez a estrutura explodir. O resultado foi catastrófico: dezenas de casas destruídas, famílias inteiras desabrigadas, e o tampão da caixa boiando dado ao alto volume de água, espalhando esgoto e desespero.

“Foi um desespero. Muitas casas foram destruídas. O tampão explodiu e o esgoto invadiu tudo, inundou nossas casas”, relata um morador, ainda abalado pela lembrança da noite que virou pesadelo.

O mais inacreditável? A estrutura segue lá. Danificada. Intocada. Inexplicavelmente ignorada pelas autoridades municipais e estaduais.

“O prefeito José Ronaldo esteve aqui durante a campanha. Prometeu resolver. Nunca mais voltou. Nenhum representante da Defesa Civil apareceu sequer para ver o problema”, denuncia outro morador.

Enquanto isso, os moradores seguem com o coração na mão a cada nuvem escura que se forma no céu. Qualquer chuva pode desencadear o renascimento do caos, dessa vez com consequências ainda mais devastadoras. Crianças brincam a poucos metros do tanque. Moradores e visitantes se arriscam ao pisar em um terreno instável que esconde dejetos sob o solo.

A solução está nas mãos do poder público — e ela é urgente

A comunidade não está pedindo muito. Apenas o óbvio: que as três manilhas sejam desviadas para uma área aberta, ampla, fora da zona residencial.

“Queremos que construam uma caixa fora das casas, na rua, em local apropriado. Isso aqui é uma aberração”, dizem em coro os moradores, cansados de viver com medo.

A Prefeitura de Feira de Santana mantém, vergonhosamente, um sistema de esgoto dentro de uma área privada, colocando em risco a vida de cidadãos trabalhadores e esquecidos.

A pergunta que fica é: será preciso uma nova tragédia, com vítimas fatais, para que o problema seja resolvido?

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