O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou na tarde desta quinta-feira (21) para Colômbia, onde participa nesta sexta (22) da cúpula dos países que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
O governo brasileiro acredita que um dos temas a serem tratados na cúpula é a presença de embarcações de guerra dos EUA na região do Caribe, próximo da Venezuela – o litoral de parte dos países amazônicos é banhado pelo Mar do Caribe.
O encontro em Bogotá visa também alinhar posições dos países cobertos pela floresta amazônica para a conferência do clima das Nações Unidas, a COP 30, que será realizada em novembro em Belém (PA). Anfitrião da COP 30, Lula intensificou as conversas com líderes de outros países.
O governo brasileiro trabalha, por exemplo, para que a conferência defina metas de redução de gases de efeito estufa e avance na definição de um mecanismo de remuneração para países em desenvolvimento preservarem suas florestas.
O tema foi tratado já nesta quinta em uma reunião entre o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o chanceler da Venezuela, Yván Gil, em Bogotá.
O g1 apurou que os dois ministros falaram sobre a presença de navios militares dos Estados Unidos na costa venezuelana à margem da reunião ministerial da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).
Segundo o Itamaraty, os dois ministros discutirim a necessidade de solucionar “as atuais pendências na relação comercial bilateral, os desdobramentos das tarifas dos EUA para o sistema multilateral de comércio e também os atuais desafios em matéria de segurança regional”.
Navios americanos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou navios militares para a região sul do Caribe dizendo que o objetivo da presença militar no local seria enfrentar ameaças de cartéis de drogas latino-americanos.
As embarcações estão em águas internacionais, porém o movimento desagradou governos de países da região.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na quarta-feira que “os EUA se acham donos do mundo”, chamou a mobilização militar de agressão imperialista e que Trump usa as operações contra o tráfico de drogas como pretexto para intervir no país.
O governo brasileiro acredita que os EUA não tentarão uma ação em território venezuelano ou de outro países da região, no entanto, a presença dos navios tensiona o ambiente político.
A delegação brasileira na OTCA avalia que a declaração final da cúpula pode dar uma resposta velada aos EUA ao incluir um trecho que reforce a importância dos próprios países amazônicos combaterem juntos crimes como tráfico de drogas e exploração ilegal de madeira.
Fonte G1





