Em uma declaração que promete sacudir os bastidores da política baiana, o vice-prefeito e atual secretário de Educação de Feira de Santana, Pablo Roberto, lançou um “balde de água fria” sobre as especulações de que o prefeito Zé Ronaldo estaria se aproximando politicamente do governador Jerônimo Rodrigues (PT) com vistas às eleições de 2026.
Durante entrevista ao site Bahia.ba, Pablo foi direto ao ser questionado se havia alguma possibilidade de Zé Ronaldo romper com o aliado histórico ACM Neto para apoiar Jerônimo:
“Na minha avaliação, não!”, disparou o vice-prefeito, sem rodeios.
A fala ganha ainda mais peso por vir de alguém que integra o governo municipal e é considerado peça estratégica do grupo político de Zé Ronaldo. Pablo, que já foi ligado à esquerda, hoje é defensor do projeto de ACM Neto e faz questão de reafirmar sua posição:
“Toda vez que Zé Ronaldo assumiu a prefeitura de Feira de Santana, ele sempre recebeu os governadores. Recebeu Jaques Wagner, presidente Lula, a presidente Dilma e o governador Rui. Não conversei com ele sobre esse assunto, mas creio que seja unicamente institucional”, ponderou, tentando suavizar a narrativa de aproximação com o governo estadual petista.
A declaração, no entanto, soa como um claro aviso: Pablo não apoiará um eventual mudança de rota de Zé Ronaldo em direção ao PT. Num momento em que o prefeito tem sido visto com o governador Jerônimo em eventos públicos e encontros administrativos, a resposta do vice-prefeito soa quase como um veto antecipado — e pode representar um racha interno silencioso dentro do grupo político que comanda Feira de Santana há décadas.
Nos bastidores, a movimentação de Zé Ronaldo tem sido interpretada por alguns como uma tentativa de realinhamento estratégico diante das incertezas do cenário eleitoral de 2026. No entanto, Pablo, ao se manifestar publicamente, parece traçar um limite claro: não há espaço para apoiar o atual governador petista — pelo menos não com seu aval.
A postura firme do vice-prefeito pode gerar desconforto no núcleo mais próximo do prefeito e abrir fissuras internas antes mesmo da definição oficial de alianças. Em um momento de articulações intensas e alianças em construção, a fala de Pablo Roberto é mais do que uma opinião — é um posicionamento político carregado de sinais para 2026.





