Apesar da declaração de Leavitt, pessoas com acesso ao governo americano avaliam que a porta-voz quis fazer uma defesa contundente da liberdade de expressão e recorreu à retórica, de que os EUA usarão tudo em seu poder para isso. Mas isso não significa, porém, que o país considere usar a força militar contra o Brasil.
Está no radar dos americanos, no entanto, ações e declarações contra militares brasileiros, segundo uma pessoa com conhecimento das discussões. Integrantes das Forças Armadas seriam considerados por membros do governo Trump como silentes diante do que veem como atos de censura.
Já a parte que trata do uso de poder econômico usado por Leavitt não só já foi usada na aplicação de tarifas de 50% a produtos brasileiros e ainda pode ser ampliada. Trump ainda considera aplicar tarifas secundárias ao Brasil pelo fato de o país importar diesel da Rússia, como já fez com a Índia, impondo 25% a mais de sobretaxa.
Aliados de Bolsonaro ainda esperam outras sanções dos EUA com a provável condenação do ex-presidente nesta semana. Há a expectativa de que haja uma nova leva de cassação de vistos. Os americanos podem aguardar o fim do julgamento, previsto para terminar no final da semana, para aplicar novas punições.
Também nesta terça, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil replicou uma mensagem do governo Trump com críticas a Moraes no momento em que ele dava seu voto no julgamento de Bolsonaro.
“Dia 7 de setembro marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores de liberdade e justiça”, afirmou a representação americana num post do X.
“Para o ministro Alexandre de Moraes e os indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado essas liberdades fundamentais -continuaremos a tomar as medidas cabíveis.”
A mensagem havia sido originalmente publicada nesta segunda (8) pelo subsecretário para Diplomacia Pública do Departamento de Estado -equivalente ao Ministério das Relações Exteriores-, Darren Beattie.
No domingo (7), apoiadores de Bolsonaro levaram bandeiras dos EUA à manifestação em favor do ex-presidente na avenida Paulista, em São Paulo.
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