Às vésperas da eleição, em movimento que é visto como tentativa de confundir o eleitorado, o prefeito de Salvador e cabo eleitoral de ACM Neto, Bruno Reis, colocou sob suspeita a palavra e a idoneidade dos prefeitos do interior da Bahia. Sem apontar nomes, afirmou que gestores que declararam apoio público ao governador Jerônimo Rodrigues estariam, na verdade, apoiando ACM Neto “por baixo do pano” — acusação que, para muitos, equivale a chamar os prefeitos de desonestos.
A investida acontece num momento em que a campanha de ACM Neto não consegue apresentar uma debandada expressiva de prefeitos rumo à sua base. Ao invés de nomes declarados, o que se ouve são suposições. Bruno Reis diz que prefeitos estariam insatisfeitos com o governador e trabalhando contra ele nos bastidores, mas não traz provas nem nomes.
O que se percebe é que, diante dos números das pesquisas e da fidelidade demonstrada pelos gestores ao projeto de Jerônimo, tenta-se criar uma narrativa de divisão onde não há. A campanha opositora seria, na prática, uma “bocapiu vazio”: vendendo conversas e promessas que não convenceram nenhum prefeito a mudar de lado. E, ao invés de reconhecer a realidade, ataca-se a palavra pública de quem foi eleito pelo povo.
Prefeito não é fantoche. A palavra dada em público tem valor, tem dignidade e tem compromisso com a população que confiou. Insinuar que os alcaides do interior agem de forma desonesta, dizendo uma coisa e fazendo outra, é desrespeitar não só os gestores, mas também cada cidadão que os elegeu.
Se há insatisfação, que se diga com nome e sobrenome. Se há apoio, que se mostre com declaração pública. O que não se pode aceitar é jogar dúvida sobre todos, sem prova, para tentar encobrir o que falta: adesões reais. O povo baiano sabe em quem confia. E os prefeitos que estão com Jerônimo provam isso todos os dias com trabalho, presença e palavra firme.
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