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Com que roupa eu vou? A foto que expõe o dilema político em Feira de Santana

3 Min Leitura

Ao revisitar os arquivos de fotos do site Rota da Informação, encontramos uma imagem registrada na casa do diretor da Revista Alternativa, Girlanio Guirra. A fotografia, de forma simples e direta, consegue traduzir, em um só clique, o dilema que hoje inquieta parte do eleitorado feirense. Diante da força simbólica do registro, solicitamos autorização para utilizá-la em uma matéria que reflete uma realidade intrigante.

Na foto, Guirra aparece sorridente, empunhando duas bandeiras: uma de Zé Chico (suplente de deputado federal) e outra de Pablo Roberto (vice-prefeito e atual secretário de Educação de Feira de Santana). Em 2022, os dois marcharam juntos como aliados: Zé Chico em busca de uma vaga na Câmara Federal e Pablo disputando para deputado estadual.

À primeira vista, a cena pode parecer apenas mais um registro de campanha, mas carrega uma carga simbólica explosiva. Isso porque, hoje, Zé Chico e Pablo se movimentam para disputar o mesmo espaço político: uma cadeira em Brasília. O que antes foi parceria, agora se desenha como uma batalha de bastidores — capaz de dividir o eleitorado dentro do mesmo grupo.

A foto, portanto, não é apenas lembrança. É metáfora. Escancara a confusão dos eleitores que, diante do novo cenário, se perguntam: afinal, em quem votar?

Questionado, Guirra — que atuou intensamente na campanha de ambos em 2022 — garantiu que não pretende mais se engajar em disputas eleitorais. “Hoje meu trabalho é o jornalismo business. Nesse segmento, não cabe tomar partido. Preciso dialogar com todos, sem exclusividade de apoio a um político ou partido”, afirmou, deixando claro que não se dedicará a nenhuma campanha. Quanto ao voto, preferiu não revelar nomes, mas declarou: “como cidadão, sei em quem votar”.

A neutralidade de Guirra, no entanto, não apaga o simbolismo da imagem. Pelo contrário, amplia a provocação: quando aliados de ontem se tornam rivais de amanhã, o eleitor se vê diante de um impasse que não é apenas estratégico, mas também emocional.

No fim das contas, a questão permanece aberta: diante do cenário em que antigos aliados se transformaram em adversários, o eleitor é forçado a refletir sobre sua escolha. Quem apoiar? Qual bandeira carregar? “Com que roupa eu vou” às urnas em 2026 é, na verdade, a pergunta que sintetiza o dilema político e emocional de cada cidadão feirense.

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