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Ipsos-Ipec: 40% avaliam governo Lula como ruim ou péssimo, e 33% como ótimo ou bom

8 Min Leitura

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira (10) aponta que o governo Lula (PT) é considerado ótimo ou bom por 33% dos brasileiros e ruim ou péssimo para 40%.

Os números indicam que a avaliação negativa do presidente segue estável em relação à última pesquisa, realizada em dezembro, quando 40% também avaliaram o governo como ruim ou péssimo. Já a avaliação positiva oscilou para cima, passando de 30% para 33%.

Veja os números:

Ruim ou péssimo: 40% (eram 40% em dezembro e 38% em setembro);

Regular: 24% (eram 29% em dezembro e 31% em setembro);

Bom ou ótimo: 33% (eram 30% em dezembro e em setembro);

Não sabem ou não responderam: 3% (eram 2% em dezembro e era 1% em setembro).

“A pesquisa de março revela uma leve melhora na avaliação positiva, que passa de 30% para 33%. No entanto, a percepção negativa continua sendo majoritária e o saldo da avaliação fica em 7 pontos negativos, indicando que o governo ainda não conseguiu reverter o quadro para um saldo positivo”, diz Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 a 9 de março em 131 cidades do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.

O que diz a avaliação:

A avaliação positiva (ótimo ou bom) ficou em 33% entre homens e mulheres, mas a negativa (ruim ou péssimo) é maior entre o sexo masculino (43%) do que entre o sexo feminino (37%);

A melhor avaliação do governo Lula está entre pessoas com 60 anos ou mais, onde 41% consideram a gestão ótima ou boa;

46% dos entrevistados com Ensino Fundamental avaliam o governo como ótimo ou bom. Já entre aqueles com Ensino Superior, a avaliação negativa chega a 48%;

A aprovação é maior na base da pirâmide econômica. Entre quem recebe até 1 salário mínimo, 40% avaliam positivamente. Na faixa de mais de 5 salários, a avaliação negativa é de 57%;

A região Nordeste registra a melhor avaliação positiva, com 45%. O Sul apresenta a maior negativa, com 48%;

Entre os católicos, 39% avaliam o governo positivamente. Já entre os evangélicos, a avaliação negativa é dominante, com 51%.

Maneira como Lula administra

O Ipsos-Ipec também questionou como o brasileiro avalia a maneira como o presidente Lula está administrando o país: 51% desaprovam o trabalho, enquanto 43% aprovam. Não sabem ou não responderam somam 6% dos entrevistados.

 

Em relação ao levantamento anterior, a aprovação teve oscilação para cima de um ponto percentual (de 42% para 43%), enquanto a desaprovação oscilou um ponto para baixo (de 52% para 51%).

Veja os números:

Aprova: 43% (eram 42% em dezembro e 44% em setembro);

Desaprova: 51% (eram 52% em dezembro e 51% em setembro);

Não sabem/não responderam: 6% (eram 6% em dezembro e 5% em setembro).

“A aprovação da maneira de governar do presidente Lula permanece em um patamar de estabilidade, sugerindo uma cristalização das opiniões. Porém, a desaprovação está consolidada acima da marca dos 50%, mostrando um país dividido com viés negativo”, afirma Márcia.

O que diz a aprovação:

O governo tem a maioria da aprovação entre os mais velhos (60 anos ou mais), com 55%. A maior resistência está na faixa de 25 a 34 anos, onde 60% desaprovam a gestão;

Quem tem Ensino Fundamental aprova majoritariamente (58%). Entre quem possui Ensino Médio ou Superior, a desaprovação é de 59%;

Pessoas que recebem até 1 salário mínimo aprovam o governo com 53%. Na faixa de mais de 5 salários, a desaprovação atinge 65%;

Nordeste é a única região onde a aprovação é majoritária (58%). O Sul registra o maior índice de desaprovação (62%), seguido pelo Norte/Centro-Oeste (59%);

Entre os católicos, a aprovação é de 49% contra 45% de desaprovação. Já entre os evangélicos, a desaprovação é muito expressiva, chegando a 64%;

A desaprovação é maior entre brancos (58%) do que entre pretos e pardos (47%).

O índice de aprovação entre quem votou em Lula no segundo turno é de 83%. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, a desaprovação é de 90%.

Confiança no presidente

A pesquisa questionou os eleitores sobre o grau de confiança que eles têm em Lula: 56% dizem não confiar no presidente, patamar que se mantém desde o levantamento realizado em setembro, enquanto 40% responderam que “confia”, mesmo percentual registrado na pesquisa anterior, de dezembro..

Veja os números:

Confia: 40% (eram 40% em dezembro e 41% em setembro);

Não confia: 56% (eram 56% em dezembro e setembro);

Não sabem/não responderam: 4% (eram 4% em dezembro e 3% em setembro).

O que mostra a confiança no presidente:

 

Apenas o grupo de 60 anos ou mais apresenta confiança majoritária (51%). O maior índice de desconfiança está entre jovens de 25 a 34 anos (65%);

A maioria de quem tem Ensino Fundamental confia no presidente (56%). Em contraste, a desconfiança domina entre quem tem Ensino Médio ou Superior (65% e 64%, respectivamente);

O Nordeste é a única região onde a maioria confia (57%). O Sul registra o menor índice de confiança (31%).

Percepção sobre o governo

O levantamento aponta que, para 43%, o governo do presidente Lula está pior do que se esperava. Para 28% ele está igual e para 25%, melhor.

A Ipsos-Ipec aponta oscilação para cima de um ponto entre os que acham que o governo está melhor (de 24% para 25%) em relação à pesquisa de dezembro, além de manter o mesmo percentual de 43% entre os que acham que o governo está pior (43%). Já os que acham que está igual, oscilou três pontos para baixo (de 31% para 28%).

Veja os números:

Melhor: 25% (eram 24% em dezembro e setembro);

Igual: 28% (eram 31% em dezembro e 30% em setembro);

Pior: 43% (eram eram 43% em dezembro e 44% em setembro);

Não sabem/não responderam: 3% (eram 2% em dezembro e 3% em setembro).

Percepção da situação econômica

A pesquisa Ipsos-Ipec quis saber qual é a percepção dos eleitores sobre a situação econômica do Brasil nos últimos seis meses. Para 42%, a situação está pior, enquanto 27% consideram melhor e outros 28%, igual.

Veja os números:

Melhor: 27% (eram 30% em dezembro e 23% em setembro);

Igual: 28% (eram 30% em dezembro e 26% em setembro);

Pior: 42% (eram 38% em dezembro e 49% em setembro);

Não sabem/não responderam: 3% (eram 3% em dezembro e em setembro).

Veja dados completos da pesquisa 

G1

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