A presença maciça do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em Feira de Santana é inegável. Registros históricos apontam que ele se tornou o gestor estadual que mais visitou e investiu no município, marcando presença forte na Micareta, na saúde, na infraestrutura, cultura, esporte e lazer. Foi um verdadeiro “ombro amigo” que sustentou e ajudou a alavancar ações locais. No entanto, para surpresa e frustração de muitos, a gratidão não veio na medida esperada, e a “bofetada” política partiu justamente daqueles que tiveram a mão estendida pelo Governo do Estado.
Diante desse cenário, o caminho para alcançar a tão sonhada marca de 50+1 nas eleições de outubro passa por uma profunda reestruturação política. Se Jerônimo quer a maioria dos votos na Princesa do Sertão, chegou a hora de “passar o sarrafo”. É preciso peneirar os quadros, avaliar cada cargo ocupado no município e, principalmente, fortalecer a base que realmente está com o projeto.
Hora de definir os rumos
O primeiro movimento estratégico deve ser imediato: uma reunião de urgência com os principais nomes da sustentação política local. A pauta? Alinhamento e fidelidade. Nomes como o deputado federal Zé Neto, o deputado estadual Robinson Almeida, os vereadores Sílvio Dias, Ivamberg Lima, Luiz da Feira, o suplente Raimundão da Feira e o pré-candidato a federal Deyvid Bacelar precisam sentar e definir o jogo.
A realidade é dura: existem cargos do governo estadual na cidade que ainda estão nas mãos de pessoas cujo coração e voto caminham para a oposição. Não há mais espaço para meias-verdades ou “amizades” que só existem no momento da indicação. É imperativo que cada ocupante de cargo público defina claramente de que lado está. Ou se está com o trabalho que dá certo, ou se está contra ele. Não há meio termo.
A força da virada
A missão é desafiadora, mas totalmente possível. Feira de Santana tem tudo para ficar com Jerônimo. O Governo já conta com uma base sólida, que inclui os eleitores históricos e aqueles que, em 2024, caminharam com Zé Neto na disputa pela Prefeitura.
Além disso, há um clima de revolta no ar que pode ser decisivo. A forma como a oposição tratou o ex-prefeito Zé Ronaldo, numa cena política vista por muitos como humilhante, deixou marcas profundas. Esse eleitorado, que se sente traído e desprezado por ACM Neto e seu grupo, está aberto a um novo projeto e pode ser o diferencial na busca pela vitória.
Ou Jerônimo fortalece seu time agora, cortando as arestas e valorizando quem realmente luta, ou a batalha pelo 50+1 ficará muito mais difícil. A conta é simples: ou unidade e força, ou fragmentação e dificuldade. A hora é de virada, e Feira de Santana quer ver jogo!





