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Lotes e Divisões: O Tabuleiro político de Feira de Santana se redesenha e Zé Ronaldo tenta recuperar terreno

4 Min Leitura

Feira de Santana, 31 de agosto — A política feirense vive um momento de profunda reconfiguração. Após o que se pode definir como um verdadeiro loteamento de sua base política, o prefeito José Ronaldo, do União Brasil, tenta um movimento de recuperação de terreno ao declarar apoio e voto ao candidato a deputado federal Zé Chico — mas a pergunta que não quer calar é: será que ainda é tempo? Como diz o ditado popular, “Inês é morta” — e o tabuleiro já foi mexido.

A base que se espalhou

O cenário atual mostra que os liderados do prefeito tomaram caminhos próprios. A base, antes sólida, encontra-se fragmentada, com nomes de peso seguindo rumos distintos e consolidando projetos individuais. Enquanto isso, o prefeito, que deveria ser o grande articulador, se vê em posição de tentar um “tiro de misericórdia” ao oficializar um apoio que, na avaliação de muitos, chega em momento de grande dispersão de forças. A constatação é clara: muitos dos votos que serão depositados nas urnas não seguirão o candidato oficial do governo municipal.

Os herdeiros dos lotes

Quem observa o cenário não tem dúvida: a divisão já aconteceu. Grandes nomes ocupam fatias expressivas do bolo político feirense, cada um construindo sua própria caminhada e agregando lideranças e autoridades:

🏅 Roberta Roma — consolida espaço e força agregando lideranças de peso

🏅 Dau — segue com expressivo apoio do.lider do governo

🏅 Gabriel Nunes — mantém trabalho próximo e reconhecido com uma locomotiva movida por vereadores

🏅 Arthur Maia — firmou nome através de apoio de lideranças consagradas

E outros nomes que também seguem seus caminhos com autonomia e determinação.

Além desses nomes, que já ocupam seus lotes, o governo aínda tem outros candidatos na disputa. Exemplo: Carlos Geilson, Dayane Pimentel, Isaías de Diogo e Sargento Joel.

Cada um leva consigo uma fatia enorme de eleitorado, de estruturas e de confiança. O que resta, então, é a declaração de apoio do prefeito — mas será que isso, por si só, basta para reverter um cenário que já se desenhou? Ou será que o alcaide precisará de muito mais do que palavras para recuperar terreno e garantir ao menos competitividade ao candidato oficial do governo?

O tabuleiro ainda pode mudar?

A pergunta que fica no ar é sobre a estratégia. Se não houver uma reestruturação profunda, se não houver nova forma de jogar, a realidade que o povo de Feira de Santana já começou a ver dificilmente se alterará. O observatório político segue atento: cada movimento, cada nova aliança, cada declaração pode mudar as peças no tabuleiro. Mas para isso, é preciso mais do que intenção — é preciso reconstruir, reunir e oferecer um motivo para que o eleitorado volte a caminhar junto.

O povo percebe

O mais interessante desse processo é que a população feirense já demonstra maturidade e percepção aguçada. A gente vê, a gente sente, a gente sabe quando o cenário mudou. O apoio do prefeito é importante, sem dúvida — mas na política moderna, o que pesa de verdade é a capacidade de unir, de apresentar projeto claro e de mostrar que a força não está apenas em um nome, mas na soma de todos.

“O tabuleiro foi mexido. Agora, ou se constrói uma nova estratégia, ou a realidade segue seu curso.”

Seguimos atentos. Porque em Feira de Santana, o povo não apenas vota — ele observa, ele avalia e ele decide.

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