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Lula acelera entregas de olho em restrições do calendário eleitoral

5 Min Leitura

De olho nas restrições impostas pelo período eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado acelerar a agenda de entregas pelo país.

A estratégia busca ampliar a divulgação de ações federais antes do início das limitações legais para publicidade institucional e participação de agentes públicos em eventos ligados à promoção governamental durante o calendário eleitoral.

A partir de 4 de julho, a três meses antes do primeiro turno das eleições, entram em vigor restrições mais rígidas previstas na legislação para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas durante o pleito.

A partir de 4 de julho, a três meses antes do primeiro turno das eleições, entram em vigor restrições mais rígidas previstas na legislação para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas durante o pleito.

Lula prioriza reduto de Flávio

Neste sábado (30), Lula retorna ao Rio de Janeiro para lançar a plataforma Tela Brasil, streaming público e gratuito de produções brasileiras. O evento está previsto para ocorrer na Cidade das Artes.

O projeto se tornou uma das prioridades do terceiro mandato de Lula e integra a política de retomada do setor audiovisual. Interlocutores do governo afirmam que as indicações brasileiras ao Oscar são vistas como um “gancho” estratégico para o lançamento, em meio ao momento de projeção internacional do cinema brasileiro.

A ideia inicial era anunciar a plataforma em uma data mais próxima ao Oscar, mas, segundo fontes do Palácio do Planalto, o cronograma foi adiado por causa de etapas consideradas complexas, que envolvem desde questões técnicas da plataforma, licenciamento das obras e até a agenda do próprio presidente.

Essa será a sétima viagem de Lula ao estado do senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência. Também é a sexta visita de Lula à capital fluminense neste ano eleitoral, o que faz do Rio de Janeiro a capital mais visitada pelo petista em 2026.

A última visita ao Rio aconteceu na semana passada, quando Lula fez anúncios na área da sáude, na Fiocruz.

Aliados do petista alegam que a agenda institucional da Presidência não sofre interferência eleitoral. Ainda assim, reconhecem que a frequência de anúncios e entregas no estado pode fortalecer a imagem do presidente nas próximas pesquisas.

Por outro lado, integrantes do PL fluminense avaliam que não há chances de Lula ganhar no estado e que a frequência de viagens do petista a capital não preocupa a campanha de Flávio.

Segundo fontes ouvidas pela CNN, os objetivos do PT no Rio passam por melhorar o desempenho de Lula, impulsionar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo fluminense, eleger Benedita da Silva (PT) ao Senado e ampliar a bancada do partido na Câmara dos Deputados.

A expectativa de dirigentes petistas é elevar de seis para nove o número de deputados federais eleitos pelo partido no Rio, um crescimento de 50% em relação à bancada atual.

Na mais recente pesquisa Genial/Quaest, Eduardo Paes aparece com ampla vantagem nos cenários de primeiro e segundo turno para o governo do Rio de Janeiro.

Em um eventual segundo turno, Paes tem 49% das intenções de voto, contra 16% do pré-candidato ao governo pelo PL, Douglas Ruas. Indecisos somam 16% entre os ouvidos pela pesquisa, enquanto brancos e nulos somam 19%.

Sobre essa folga do candidato de Lula nas pesquisas, fontes do PL esperam que o cenário de 2018 se repita em 2026, quando Paes perdeu para Wilson Witzel (DC) no segundo turno.

Por outro lado, o presidente Lula ainda aparece atrás de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Segundo o levantamento da Genial/Quaest, o senador tem 45% das intenções de voto, contra 32% do presidente no estado.

A campanha de Lula pretende reverter esse cenário, aumentando o desgaste de Flávio e do bolsonarismo, ao mesmo tempo em que amplia o palanque do presidente no Rio.

Agenda no Nordeste

Na sexta-feira (29), Lula cumpriu agenda no estado de Sergipe, onde realizou entregas na área de saúde. Em tom eleitoral, o presidente disse que a população precisa de amparo igual ao que o chefe do Executivo recebe.

Em seus discursos, Lula também aproveitou para comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas.

CNN

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