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Sem indicar candidatos para as eleições, silêncio de Zé Ronaldo começa a preocupar aliados em Feira

5 Min Leitura

A pouco mais de sete meses das eleições de outubro, cresce nos bastidores da política de Feira de Santana um sentimento de inquietação entre lideranças ligadas ao prefeito José Ronaldo de Carvalho. O motivo é simples: até agora, o chefe do Executivo municipal ainda não organizou de forma clara o tabuleiro eleitoral do seu grupo político.

O prefeito já afirmou que não será candidato nas próximas eleições. No entanto, o que muitos aliados aguardam — e ainda não veio — é a definição pública de quem serão os nomes apoiados por ele para governador, senador, presidente, além dos candidatos a deputado estadual e deputado federal.

Na política, o tempo costuma ser implacável. E, neste caso, o silêncio pode estar abrindo espaços perigosos dentro da própria base governista.

A importância de um deputado federal da base

Entre as lideranças locais, há um entendimento praticamente unânime: Feira de Santana precisa eleger um deputado federal alinhado diretamente ao grupo político do prefeito. E, até aqui, existe um nome que já foi citado publicamente por Zé Ronaldo como alguém de extrema confiança: Zé Chico.

O grau de confiança, aliás, já foi declarado pelo próprio prefeito em tom enfático, ao afirmar que “assinaria um papel em branco” para o amigo.

Mas, na prática, essa confiança ainda não se transformou em um gesto político claro diante da população e, principalmente, diante das lideranças que compõem o grupo.

Na avaliação de muitos aliados, falta o gesto decisivo: uma coletiva de imprensa, uma declaração pública, uma orientação política clara dizendo, sem rodeios, quem é o candidato do grupo para a Câmara Federal.

O risco do esvaziamento silencioso

Enquanto essa definição não acontece, um fenômeno já começa a se desenhar nos bastidores: pequenas lideranças políticas — os chamados cabos eleitorais de menor porte, conhecidos na linguagem popular como “orelhas secas” — estão avançando dentro da base governista.

Sem uma orientação firme, esses atores políticos começam a buscar caminhos próprios, muitas vezes apoiando candidaturas de fora da cidade.

Alguns deles, inclusive, ocupam cargos no governo municipal ou desfrutam de benefícios políticos, mas ainda assim se sentem livres para construir apoios que não necessariamente fortalecem o projeto político de Feira de Santana.

O resultado pode ser um esvaziamento silencioso.

Candidatos de fora avançam sobre a base ronaldista

Nos bastidores, dois nomes são citados com frequência como exemplos desse avanço dentro da própria base ligada ao prefeito:

Gabriel Nunes

Roberta Roma

Ambos vêm conquistando apoios importantes entre lideranças locais que, em tese, estariam alinhadas ao grupo político do prefeito. Esse movimento preocupa parte da base governista, que teme ver candidaturas externas ganhando musculatura política dentro de um território que historicamente sempre esteve sob forte influência do ronaldismo.

Caso essa tendência continue, o risco é evidente: nomes ligados diretamente à gestão municipal podem acabar ficando para trás em representatividade e capilaridade política.

O alerta que precisa ser ouvido

A política não tolera vácuo de poder. Quando a liderança não aponta o caminho, outros tratam de ocupar o espaço.

Por isso, cresce entre aliados o entendimento de que Zé Ronaldo precisa agir agora. Não apenas nos bastidores, mas de forma pública, orientando sua base e delimitando quem representa oficialmente seu grupo político na disputa eleitoral.

Se essa definição não vier a tempo, o cenário pode se tornar difícil de reverter. A base pode se fragmentar, os apoios podem migrar definitivamente para candidaturas externas e o resultado final pode ser duro: um governo forte na administração, mas sem representantes diretos eleitos no Congresso Nacional.

E, na política, perder representatividade em Brasília significa perder força, recursos e influência.

A pergunta que começa a ecoar nos corredores da política feirense é direta:

até quando Zé Ronaldo deixará esse jogo correr sem colocar as peças no tabuleiro?

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