Há uma pergunta que não quer calar nos bastidores da política: se Zé Chico é realmente o candidato escolhido e apoiado pelo governo, por que o movimento em torno da sua candidatura ainda parece tão tímido, quase como se estivesse “no banho Maria”?
Para muitos observadores, o prefeito Zé Ronaldo precisa muito mais do que apenas dizer que está ao lado do pré-candidato a deputado federal — é preciso ação forte, presença e uma articulação agressiva capaz de trazer para perto lideranças que realmente têm peso e eleitorado garantido. Até aqui, o que se vê é o contrário: desde o início da pré-campanha, Zé Chico tem encontrado resistência, como se estivesse batendo de frente em um verdadeiro paredão, quando na verdade deveria ter o caminho aberto por onde passa a força do governo.
O ponto que mais chama a atenção é o silêncio dos que estão na linha de frente: os secretários municipais. São eles que tocam as obras, que levam os serviços até a população e que carregam consigo uma rede imensa de seguidores e simpatizantes. Eles deveriam ser os primeiros a declarar apoio, a dizer claramente que estão com o candidato do prefeito — e que, acima de tudo, defendem um nome da própria terra. Mas até agora, esse movimento não aconteceu com a força que se esperava.
Não basta apenas declarar apoio em palavras: é preciso transformar toda a estrutura política e técnica em verdadeiros soldados prontos para a batalha de conquistar votos. E há muito o que fazer: na Câmara de Vereadores, ainda há espaço para mexer nas peças e transformar apoios em vantagem real. Mas fora dos muros da prefeitura, há nomes importantes que estão caminhando ao lado de outras lideranças e pré-candidatos de fora — e isso pode trazer prejuízos enormes para a cidade. Entre eles estão Paulão do Caldeirão, Mauro da Saúde, Emerson Minho, Correia Zezito, Pedro Cícero, Isaías de Diogo, Albino Brandão e Paulo dos Anjos.
Muitos lembram ainda que, se forem somados os votos dos candidatos a vereador que não foram eleitos em 2024, mas que fazem parte da base do prefeito, o número seria suficiente para eleger Zé Chico com uma folga muito grande. Mas a grande questão que fica no ar é uma só: a candidatura de Zé Chico — que muitos entendem como um interesse de todo o povo feirense — é realmente tratada como prioridade por Zé Ronaldo?
Se ele é o nome oficial, por que o governo não se movimenta com mais vigor? Por que o prefeito parece dar espaço para outras candidaturas que não são da terra, enquanto o seu próprio candidato parece esperar por um impulso que ainda não chega? A população e as lideranças seguem atentas, esperando para ver se as palavras vão finalmente se transformar em trabalho de verdade.




