O ditado popular diz que “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Em Tanquinho, pelo menos na política, os acontecimentos parecem desafiar esse velho ensinamento.
Ainda no primeiro mandato, o então vice-prefeito Pascoal rompeu com o prefeito José Luiz dos Santos Reis poucos meses após a eleição. Na época, as críticas recaíram sobre o vice. Agora, quem torna público o desconforto é a atual vice-prefeita Leila da Saúde.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Leila afirmou que sequer foi convidada para um evento político com deputados aliados do prefeito. O episódio levanta questionamentos, principalmente por se tratar da segunda maior autoridade do município.
A própria vice afirma que essa não foi a primeira situação de isolamento, indicando que o afastamento político já ocorre há algum tempo. O cenário reforça especulações sobre um processo de perda de espaço dentro da própria gestão.
Leila abriu mão de disputar uma reeleição considerada viável para vereadora e aceitou compor a chapa como vice-prefeita em um momento decisivo, após a desistência de Jorge Flamarion, contribuindo para a viabilidade da candidatura majoritária. Hoje, o desgaste público coloca em debate não apenas sua permanência política, mas também os reflexos de um isolamento que, segundo suas declarações, vem se repetindo.
A grande pergunta que fica é: se a vice-prefeita não participa nem mesmo de um encontro com os deputados apoiados pelo prefeito, qual é, de fato, o espaço que lhe resta dentro da administração municipal?




