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Feira de Santana: milionária em votos, mas pobre em representatividade

3 Min Leitura

Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia, continua assistindo de camarote seus votos e recursos escorrerem pelos dedos. A denúncia partiu do vereador Jurandir Carvalho, que não poupou críticas ao comportamento político local: em vez de fortalecer seus próprios quadros, a cidade estaria servindo de trampolim para candidatos “forasteiros” que desembarcam apenas em período eleitoral.

Segundo Jurandir, o município tem potencial para eleger entre 3 a 5 deputados federais e 5 a 6 deputados estaduais, caso o eleitorado feirense decidisse concentrar seus votos em candidatos da terra. No entanto, a realidade tem sido outra: “São milhões de reais em projetos, investimentos e ações que poderiam estar em Feira, mas vão parar em outros redutos eleitorais”, disparou o edil.

O exemplo de José Neto

O parlamentar destacou que o único deputado federal eleito pela cidade, José Neto (PT), é responsável por atrair grande parte dos investimentos federais para Feira. “Isso prova que quando o voto é daqui, o resultado aparece. Mas ainda falta consciência política da nossa gente e compromisso das lideranças em fortalecer os filhos da terra”, provocou Jurandir.

Os “puros-sangue” da política feirense em 2026

Jurandir fez questão de lembrar que em 2026 Feira terá nomes fortes na disputa. Para deputado estadual, os puros-sangue da política feirense que se colocam como opção são: Tom é Meu Amigo, Binho Galinha, Jurandir Carvalho, Sílvio Dias, Luiz da Feira, Lulinha da Conceição, Pedro Américo, Angelo Almeida e Jonathas Monteiro.

O vereador ressaltou, inclusive, que ele próprio colocará seu nome à disposição do eleitorado, disputando uma vaga na Assembleia Legislativa.

Na corrida pela Câmara Federal, os puros-sangue são: José Neto, Zé Chico, Deyvid Bacelar, Sargento Joel, Pablo Roberto e Carlos Genilson.

A presença dos “forasteiros”

Mas a disputa não se dará apenas entre os locais. O vereador levantou um alerta para o avanço dos “aventureiros políticos” que, segundo ele, só lembram de Feira em época de eleição. Entre eles estão: Thiago Gileno, Robinson Almeida e João de Furão (para deputado estadual), além de Roberta Roma, Otto Filho, Gabriel Nunes e João Bacelar (para deputado federal).

Provocação final

Jurandir deixou no ar uma provocação: “Feira de Santana é uma potência eleitoral de quase 400 mil eleitores. Mas até quando vamos servir de escada para fortalecer projetos alheios enquanto a cidade segue sem a representação política que merece?”

A pergunta, sem resposta imediata, ecoa como desafio para 2026: ou Feira decide votar em si mesma, ou continuará sendo palco de interesses de fora, enquanto perde o protagonismo que lhe cabe por direito.

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