Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

A Tarde: Aumento deixa vão central da Ponte Salvador-Itaparica mais extenso

4 Min Leitura

Muito além de encurtar distâncias e ligar a capital baiana à Ilha de Itaparica, o Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica está introduzindo no Brasil soluções de engenharia inéditas na América Latina.

Combinando transformação digital, alto desempenho estrutural e sustentabilidade, o projeto adota metodologias já aplicadas nos maiores empreendimentos do mundo e se consolida como um novo marco para a infraestrutura nacional.

Para detalhar as soluções técnicas, a Concessionária responsável pelo projeto lançou um vídeo informativo de sete minutos em seu canal oficial no YouTube. Entre as principais novidades está a ampliação do vão central da ponte, que passou de 482 para 682 metros de extensão.

Passagem segura

A alteração atende aos parâmetros internacionais de navegação, garantindo a passagem segura de cruzeiros, navios de carga e petroleiros. Com a mudança, a ponte baiana passará a figurar entre as 25 maiores pontes estaiadas do planeta.

A estrutura vai contar com uma superestrutura mista de aço e concreto e duas torres estaiadas de 248 metros de altura em formato de diamante. As torres serão erguidas em 34 segmentos sucessivos por meio de formas trepantes hidráulicas.

“O Sistema Rodoviário representa muito mais do que uma grande obra de mobilidade. Estamos incorporando ao Brasil métodos construtivos que já demonstraram eficiência em grandes projetos internacionais e que deixam um importante legado tecnológico para a engenharia do país”, destaca o gerente de Relações Institucionais e porta-voz da Concessionária, Carlos Prates.

As fundações da estrutura vão ser executadas com estacas metálicas de grande porte, cravadas por bate-estacas flutuantes, seguidas de escavação e concretagem submersa. Para otimizar a logística, uma central de concreto será montada no próprio mar, entre os pilares P5 e P6. A usina vai garantir o fornecimento do material diretamente no local de trabalho, reduzindo o tempo de transporte e aumentando a produtividade.

Toda a obra é gerenciada pela metodologia BIM (Building Information Modeling), plataforma digital que permite acompanhar a construção em tempo real, prever interferências, economizar recursos e acelerar a tomada de decisões técnicas.

Plataforma marítima reduz barcos no mar

Outro destaque da engenharia aplicada é a instalação de uma plataforma de trabalho com tecnologia chinesa, usada pela primeira vez na América Latina. A estrutura funciona como uma base operacional flutuante sobre a Baía de Todos-os-Santos, permitindo a circulação de operários, máquinas e suprimentos ao longo de toda a extensão da obra.

A plataforma vai acompanhar os trabalhos e será totalmente desmontada ao final da construção. A solução reduzirá em cerca de 70% a necessidade de embarcações de apoio, organizando o tráfego marítimo na baía.

A tecnologia é referência na China em cenários de alta complexidade marítima, como na Ponte da Baía de Hangzhou (29,2 km) e na Ponte de Liuheng (18,8 km) — esta última operando há mais de dois anos com taxa zero de incidentes ambientais ou de navegação.

 

Fonte: A Tarde

Compartilhe este artigo