_Deputado afirma que prefeito negligenciou a saúde preventiva em Feira de Santana em mais de duas décadas de gestão, cobra hospital municipal prometido e destaca investimentos do governo Jerônimo na cidade_
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu as críticas feitas pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), ao sistema estadual de regulação da saúde, neste domingo (12), e afirmou que o gestor municipal “não tem autoridade moral” para responsabilizar o Governo da Bahia pelos problemas enfrentados na assistência de alta complexidade. A reação ocorre após o prefeito voltar a criticar a regulação estadual, em entrevista ao programa Frequência Baiana, ao lado do prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), e cobrar do governador Jerônimo Rodrigues (PT) soluções para as filas de pacientes que aguardam atendimento especializado.
Para Robinson, a principal deficiência da saúde em Feira de Santana está justamente na atenção básica, cuja responsabilidade é da Prefeitura, e o abandono desse serviço compromete toda a rede de atendimento.
“José Ronaldo não cuida da atenção básica em Feira de Santana, que tem menos de 40% de cobertura. Quem não cuida da atenção primária, preventiva, não tem moral para criticar a alta complexidade, porque muitos pacientes evoluem para casos graves, como hipertensão, diabetes e AVC, justamente por não terem médicos especialistas nos postos de saúde nem uma atenção básica eficiente, que é obrigação da prefeitura. Nos postos de saúde faltam médicos, faltam especialistas, faltam medicamentos. E a situação é ainda mais grave nas comunidades que sequer contam com assistência, porque o prefeito, ao longo de mais de 25 anos comandando Feira, negligenciou um dos direitos mais básicos dos cidadãos feirenses”, afirmou.
O parlamentar também criticou o histórico da gestão municipal na área da saúde e lembrou que, mesmo após mais de duas décadas à frente da administração da cidade, José Ronaldo ainda não entregou um hospital municipal.
“José Ronaldo governa Feira de Santana desde 2001 e, depois de mais de 25 anos comandando a principal cidade do interior da Bahia, até hoje não construiu um Hospital Municipal. Quem não consegue entregar um hospital para a maior cidade do interior do estado não tem autoridade moral para criticar o governador Jerônimo Rodrigues. Ao contrário, deveria agradecer ao governador pelos grandes investimentos que o Estado vem realizando em Feira de Santana”, declarou.
Robinson destacou que a gestão estadual tem promovido uma série de investimentos estruturantes na cidade, citando o Centro de Convenções e Teatro Carlos Pitta, as Escolas de Tempo Integral, a autorização do convênio com a Santa Casa de Misericórdia para a construção da nova unidade oncológica no bairro Queimadinha, além da implantação da Casa da Gestante, do Bebê e da Puérpera no complexo do Hospital Estadual da Criança (HEC).
O deputado também lembrou a entrega do Ambulatório José Carlos Pitangueira e do novo Centro de Ensino e Pesquisa da unidade, referência para mais de 120 municípios, além da ampliação dos serviços de saúde feminina, da entrega de novas ambulâncias e do anúncio da expansão do Hospital Geral Clériston Andrade, que deverá alcançar cerca de 500 leitos de alta complexidade.
“Jerônimo trabalha, faz os investimentos, tem entregas, por isso é o melhor governador do Brasil, agora Feira, infelizmente, tem um dos piores prefeitos da Bahia, fazendo uma disputa acirrada com o de Salvador, Bruno Reis, para vê quem é o campeão”, ironizou o deputado.
Segundo Robinson, o governador Jerônimo Rodrigues também colocou o Estado à disposição para viabilizar a construção de um Hospital Municipal em Feira de Santana, oferecendo apoio com cessão de terreno, investimentos, equipamentos e futura contratualização dos serviços.
“E o que Zé Ronaldo fez? Nada”, enfatizou.
Para o parlamentar, enquanto o Governo da Bahia amplia investimentos na saúde pública do município, a Prefeitura permanece sem cumprir sua principal responsabilidade, que é fortalecer a atenção básica e garantir atendimento preventivo à população.
“O povo de Feira sabe quem trabalha e quem passou mais de duas décadas sem construir um Hospital Municipal e sem garantir uma atenção básica capaz de evitar que milhares de pessoas precisassem recorrer à alta complexidade. Quem abandonou essa obrigação não pode tentar transferir sua responsabilidade para o Governo do Estado”, concluiu Robinson Almeida.
ASCOM
Daniel Ferreira




