A realidade da Rua São Martins, no bairro do Tomba, dói só de ver. Em plena cidade que cresce e se diz moderna, os moradores vivem mergulhados no descaso e no abandono, sobretudo na altura do número 44 — onde a terra parece abrir-se para jorrar sofrimento.
Não é uma poça, não é uma enchente passageira: água suja brota do próprio chão com força avassaladora, invadindo a rua e alagando também as vias vizinhas. Nas imagens e vídeos que registram o absurdo, o que se vê é de partir o coração: a boca de lobo, ainda em seu lugar, jorra água sem parar como se fosse a nascente de um rio imundo, que não tem fim e não tem quem o detenha.
Os moradores já não sabem mais o que fazer. A lama, o mau cheiro, a doença e a impotência invadem suas vidas dia e noite. Com lágrimas nos olhos e a voz embargada, eles fazem um apelo desesperado às autoridades responsáveis pelo saneamento:
— Por favor, venham nos ouvir! Não deixem nossa comunidade continuar afogada nessa tristeza. Façam o reparo com urgência! Nós também somos gente, nós também merecemos respeito!
Quem tem o poder de consertar precisa agir agora. A água não para, o tempo passa e a paciência deste povo já está no limite. A Rua São Martins e seus moradores não podem continuar abandonados à própria sorte.




