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Banquete para campanha eleitoral: Aliado de José Ronaldo denuncia corrupção na Sedur, caso vai ao MP e racha base governista

4 Min Leitura

Em pleno auge do processo eleitoral de 2026, quando os olhos do país estão voltados para as disputas estaduais e federais, uma denúncia explosiva vinda de dentro da própria base do governo coloca Feira de Santana no centro do debate político — e pode redefinir a campanha na cidade. O caso envolve acusações de corrupção ativa e passiva, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), e expõe uma fenda profunda entre o prefeito e seus aliados.

A denúncia que veio de dentro do governo

O vereador Galeguinho (União Brasil/SPA), aliado do prefeito José Ronaldo e integrante da base governista, subiu ao plenário da Câmara e apresentou denúncia de corrupção ativa e passiva envolvendo a fiscalização de obras da Sedur. O que já seria grave por si só ganha proporções ainda maiores por ter sido feita por um membro da própria bancada do governo — e em plena sessão ordinária, sem mediação prévia.

“Em qualquer outro lugar, um assunto dessa gravidade seria tratado dentro do gabinete, e não transformado em denúncia pública no plenário. Faltou diálogo — e isso revela uma lacuna enorme entre o prefeito e quem deveria estar ao seu lado.” — avalia o cenário político.

 Reação imediata: MP, sindicância e classificação de “irresponsável”

A gravidade da denúncia provocou movimentação instantânea. O vereador Professor Ivamberg Lima (PT) já se antecipou e levou o caso diretamente ao Ministério Público. Do lado do governo, o prefeito José Ronaldo autorizou sabiamente a abertura de sindicância interna para apurar as acusações, mas não poupou críticas: classificou a denúncia como “irresponsável”.

Sedur: alvo de críticas antigas e promessas não cumpridas

A secretaria alvo das acusações não é novidade nas polêmicas. A Sedur há tempo é alvo de duras críticas, inclusive do próprio líder do governo na Casa Legislativa. O próprio prefeito, em campanha anterior, prometeu agilidade nos processos de liberação de alvarás e de “habites”. Na época, já havia denúncias de demora excessiva e morosidade na emissão desses documentos — promessa que, até agora, não se concretizou.

Presente eleitoral: oposição herda “banquete” no plenário

O momento não poderia ser mais delicado. Com o tema corrupção em evidência em todo o país e as eleições batendo à porta, a denúncia feita por um aliado do governo foi recebida pela oposição como um verdadeiro presente eleitoral.

“Fica impossível para a oposição não tirar proveito deste banquete que foi servido no plenário da Câmara por um componente da bancada governista.” — analisa observador político.

A administração do prefeito José Ronaldo, do União Brasil, entra direto e sem intervalo na propaganda eleitoral — agora, com uma manchete que dificilmente sairá de circulação até outubro.

O racha que expõe fragilidade

O mais revelador de tudo é a insatisfação de um edil da base. Quando um aliado fiel decide denunciar publicamente em vez de resolver nos bastidores, isso sinaliza que a unidade da base está em risco. A mensagem que fica é clara: há ruídos, há insatisfação, e o descontentamento chegou ao ponto de transbordar em plenário — de forma direta.

Com o caso no Ministério Público, a sindicância em andamento e a campanha eleitoral esquentando a cada dia, Feira de Santana acompanha de perto um desdobramento que pode mudar os rumos da política municipal. E o pior para o governo: a denúncia veio de dentro de casa.

 

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