A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) rejeitou, nesta sexta-feira (31/7), a proposta apresentada pela Caixa para a sistemática de Promoção por Mérito dos anos-base 2026 e 2027. Para o movimento sindical, o grande número de requisitos e a inclusão do Alcance.Caixa dificultariam excessivamente a conquista dos deltas, sobretudo para quem trabalha na rede de agências e impediria que o pagamento seja realizado em janeiro.
A discussão ocorreu durante a quarta rodada de negociações específicas com a Caixa da campanha nacional 2026, para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Além da Promoção por Mérito, a mesa tratou da remuneração variável, do Super Caixa, da PLR Social e do Saúde Caixa.
Para a representação dos empregados, a proposta apresentada pela Caixa não considera as condições reais de trabalho. Para conquistar o primeiro delta, seriam necessárias dez ações. Para o segundo, o empregado precisaria completar outras dez e ainda depender do resultado do Alcance.Caixa. O que impediria que grande parte dos trabalhadores conquistassem a promoção e atrasaria seu pagamento.
No caso da progressão referente ao ano-base 2026, a CEE cobra que o pagamento seja efetuado em janeiro de 2027. Ao propor que o Alcance.Caixa seja um dos critérios, o próprio banco admite que o pagamento seria realizado apenas após a divulgação do balanço anual da empresa.
Proposta dificulta acesso aos deltas
A Caixa propôs uma sistemática válida por dois anos. A definição antecipada foi considerada positiva pela representação dos empregados, mas não compensou os problemas existentes nos critérios. Para 2027, apesar de manter a estrutura do programa, o banco pretende divulgar as ações que integrarão cada bloco somente até o fim do primeiro trimestre daquele ano.
A proposta divide os requisitos dos empregados ativos em dois blocos: Saúde em Dia, formado por ações de capacitação, saúde e qualidade de vida; e Estratégia Caixa, composto por cursos vinculados ao planejamento estratégico do banco.

Os empregados. Além de reduzir a sobrecarga e melhorar o atendimento, a renovação do quadro contribui para ampliar e rejuvenescer a base de participantes do Saúde Caixa.
A CEE cobrou ainda informações detalhadas sobre os custos administrativos e investimentos em tecnologia que permitam aos usuários conferir procedimentos, autorizar atendimentos digitalmente e colaborar com o controle dos gastos. O responsável pelo Saúde Caixa comprometeu-se a apresentar as informações solicitadas. A Caixa informou que deverá trazer novas respostas na semana seguinte.
“A sustentabilidade do Saúde Caixa não pode ser construída retirando direitos ou aumentando o peso sobre empregados, aposentados e pensionistas. A Caixa precisa ampliar sua participação no custeio, investir em prevenção, tecnologia e atendimento, além de contratar mais empregados”, afirmou o presidente do Sindicato de Feira de Santana, Eritan Machado, que representou a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe na negociação com a Caixa.
Pendências das mesas anteriores
Na abertura da reunião, a CEE também cobrou respostas sobre reivindicações já apresentadas, entre elas o teletrabalho, o teletrabalho para pessoas com deficiência, a construção de novos PFG e PCS, os problemas provocados pelo sistema Gênesys e pela fila do Move Brasil, os processos seletivos internos, a contratação de empregados e as metas.
O banco informou que os temas continuam em análise e que apresentará propostas quando os estudos internos estiverem concluídos.
“Saímos da mesa com reivindicações importantes registradas, mas seguiremos cobrando respostas concretas e mobilizando a categoria”, ressaltou Eritan Machado.
As negociações específicas com a Caixa continuam na próxima quarta-feira, 5 de agosto, quando acontece a quinta rodada da campanha nacional 2026.
Fonte
Bancários de Feira/FEEBBASE




