A campanha do ex-prefeito Colbert Martins Filho (PSDB) para deputado estadual chegou à reta final cercada de expectativa e respaldada por um elenco expressivo de nomes de primeira linha da política feirense. Mesmo assim, o resultado nas urnas deste domingo, 5 de outubro, ficou muito abaixo do que se projetava: pouco mais de 8 mil votos, um volume considerado pífio diante da estrutura e do prestígio acumulados.
O apoio oficial do prefeito José Ronaldo de Carvalho foi somado ao do vice-prefeito Pablo Roberto, além de ex-secretários com forte presença no governo municipal: Anaci Paim, Agostinho Fróes da Motta, Emanoel Lima, Denilton Brito, Suelen Moreira e a ex-secretária Lio. Nos bastidores, também se esperava um empenho decisivo de Moura Pinho, ex-procurador-geral do município, apontado como uma das vozes mais influentes da gestão, de quem se contava com expressiva votação sobretudo no município de Araci. A isso se esperava também o apoio do ex-secretário Welligton Andrade.
A projeção era de que Colbert seria o grande puxador de votos do partido, com uma votação robusta capaz de refletir sua trajetória. Embora, segundo informações, João Banha e Missuca não tenham aderido à campanha, o candidato manteve o respaldo de outros familiares de peso na cidade. Em todos os pedidos de voto, os aliados destacavam com entusiasmo a sua atuação como deputado federal, na esperança de que a lembrança junto ao eleitorado continuasse firme.
No entanto, o chamado das lideranças não se traduziu em votos nas urnas. O eleitor não respondeu na proporção esperada e o resultado deixou perplexos os próprios apoiadores. Surgem agora questionamentos: teria sido o grande número de abstenções formado, em boa parte, por eleitores de Colbert que simplesmente não compareceram para votar? O que explica a distância tão grande entre o que se projetava e o que de fato foi registrado?
A resposta ainda não está clara, mas o fato é que um nome com tamanha trajetória e apoio formal obteve uma votação muito modesta. O silêncio das urnas, neste caso, deixa mais perguntas do que respostas.




