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Pré-candidatos a deputado estadual trocam farpas pesadas e sessão é interrompida: “Você disse que o prefeito roubava o dinheiro do lixo” afirma Pedro

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Uma sessão ordinária que deveria tratar apenas de questões administrativas transformou-se num verdadeiro campo de batalha político. Dois pré-candidatos a deputado estadual, ambos vereadores, trocaram acusações, provocações e golpes verbais duros durante a votação que aprovou a concessão do Matadouro Campo do Gado para a iniciativa privada. A discussão foi tão acalorada que a transmissão da TV Câmara precisou ser interrompida para conter o conflito.

Tudo começou logo após o resultado da votação. Insatisfeito com a aprovação, o vereador Jurandir Carvalho (PSDB) tomou a palavra para lamentar o desfecho e criticar a falta de debate sobre o tema. Para ele, a pressa em votar ignorava um problema ambiental grave.

“Era necessário discutir muito mais esse projeto. O Matadouro Campo do Gado é um empreendimento que polui diretamente o Rio Jacuípe, e ninguém está olhando para isso”, afirmou Jurandir, abrindo caminho para uma reação explosiva do colega.

A declaração foi o estopim que acendeu o nervosismo do edil Pedro Américo, que não aceitou as colocações e partiu para o confronto direto. Em um discurso inflamado, ele rebateu ponto por ponto, exigindo provas e chamando o adversário de incoerente.

“O projeto pode e deve ser debatido, sim, mas é preciso ter coerência ao fazer acusações tão graves! É necessário ter provas concretas para vir aqui e dizer o que o senhor disse. Se esse matadouro realmente polui o rio como afirma, então o prefeito José Ronaldo, a Secretaria de Meio Ambiente do município e a do estado estariam todos cometendo crimes. Isso é muito sério”, disparou Pedro, antes de golpear ainda mais fundo.

“Além disso, cadê a coerência? Dias atrás, o senhor mesmo disse que o prefeito José Ronaldo estava roubando dinheiro do lixo, e hoje só se vê andando ao lado dele!”, completou Pedro Américo, em uma referência direta que pegou Jurandir de surpresa.

A “paulada verbal” atingiu o alvo em cheio. Jurandir, que até então falava com certa calma, deixou transparecer uma ira contida e reagiu com uma provocação enigmática, que deixou todos os presentes sem entender ao certo o que significava:

“O senhor é que está muito nervoso, Pedro, muito nervoso… Saiba uma coisa: o número do seu CPF é um, o meu é outro, e o do Pablo também é diferente do seu!”, disparou Jurandir, numa frase cheia de segundas intenções e insinuações que ecoou pelo plenário.

A tensão ficou insustentável. Diante da iminência de uma confusão ainda maior, a Mesa Diretora agiu rapidamente: os microfones foram desligados e a TV Câmara foi retirada do ar, interrompendo a transmissão para o público e impedindo que as palavras ainda mais duras fossem registradas.

O episódio deixa um rastro de perguntas que pairam sobre a política local. Embora Pedro Américo seja conhecido por seus discursos consistentes e pela coerência em suas defesas, causou estranheza a sua defesa ferrenha e aguerrida exatamente de um projeto já aprovado. Qual o real interesse por trás da batalha para privatizar o matadouro?

De outro lado, Jurandir Carvalho levantou uma bandeira ambiental forte, mas também deixou pontos obscuros: o que ele realmente percebeu de errado na proposta, além da questão da poluição? E o que estaria por trás da misteriosa menção aos números de CPF?

São questões que ficaram sem resposta e que só deverão ser esclarecidas – se forem – na próxima sessão do plenário, quando a guerra política deve continuar.

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