Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Autismo na vida adulta: psicóloga explica como o diagnóstico tardio afeta emoções e relações

2 Min Leitura

Receber um diagnóstico de autismo na vida adulta pode despertar uma combinação de sentimentos. Algumas pessoas relatam alívio por encontrarem uma explicação para dificuldades antigas, enquanto outras sentem tristeza e até um certo luto pela trajetória vivida sem esse reconhecimento. Há também quem experimente validação e redução da autocobrança, já que o diagnóstico funciona como uma nova lente para compreender a própria história.

A psicóloga Carol França explica que o diagnóstico funciona como uma verdadeira “chave de leitura”, com experiências passadas, como desafios sociais, sensoriais ou emocionais, que deixam de ser vistas como falhas pessoais e passam a ser entendidas dentro de um contexto neurológico. Com isso, ela afirma que o autoconhecimento se torna mais profundo.

A psicóloga destaca que, no impacto emocional inicial, algumas estratégias ajudam bastante. “Buscar informação de qualidade sobre o TEA, iniciar acompanhamento psicológico, conectar-se com outras pessoas autistas e desenvolver estratégias de autorregulação são caminhos importantes e respaldados pela literatura”.

*Impacto na saúde mental e transformação nas relações*

De acordo com Carol França, que é coordenadora do curso de Psicologia da Estácio, estudos mostram taxas mais elevadas de ansiedade e depressão em adultos autistas, muitas vezes relacionadas a anos de adaptação social intensa, sobrecarga sensorial e experiências de incompreensão.

Por outro lado, ela afirma que o diagnóstico tardio também pode transformar relações, por meio de maior compreensão. “Pode melhorar a qualidade das relações, ao favorecer comunicação mais clara sobre necessidades e limites. Também ajuda parceiros, familiares e colegas a compreenderem melhor comportamentos antes interpretados de forma equivocada”.

Com relação às terapias indicadas após o diagnóstico, a psicóloga destaca a Terapia Cognitivo-Comportamental adaptada para TEA, intervenções voltadas para habilidades sociais e práticas focadas na regulação emocional. Ainda assim, ela salienta que é fundamental o acompanhamento individualizado, respeitando a singularidade de cada adulto autista.

ASCOM

Daniela Cardoso

Compartilhe este artigo