A menos de dois meses para o início das campanhas eleitorais, os dois pré-candidatos à Presidência que aparecem à frente nas pesquisas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aceleram as definições de seus palanques nos estados.
Lula saiu na frente e já escolheu seu pré-candidato a governador em 24 estados e no DF (Distrito Federal), enquanto Flávio enfrenta impasses – especialmente no Nordeste – e definiu o nome que apoiará em ao menos 14 unidades federativas, além do DF.
Segundo levantamento da CNN — que leva em conta palanques anunciados, formalizados ou apoios declarados nas redes sociais — Lula tem indefinições em Minas Gerais e em Goiás. Em ambos os estados, o PT (Partido dos Trabalhadores) caminha para candidaturas próprias, mas ainda testa opções.
Em Minas Gerais, a favorita do partido é Marília Campos, mas a ex-prefeita de Contagem resiste à possibilidade e prefere disputar o Senado em 2026. Já em Goiás, o ex-deputado estadual Luís César Bueno se apresenta como pré-candidato, mas o martelo ainda não foi batido.
Já Flávio tem indefinições no Sudeste, no Norte e especialmente no Nordeste, não tendo definido quem apoiar em seis estados. No Sul e no Centro-Oeste, onde o senador encontra maior intenções de votos, não há indefinições.
O senador pontua menos no Nordeste, e parte dos pré-candidatos a governo estadual competitivos resiste a abrir espaço em seu palanque, sob o risco de perder popularidade. É o caso de ACM Neto (União) na Bahia e até de Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, por exemplo.
Em Tocantins, embora ainda não haja um anúncio público, o desenho político de Flávio caminha para o apoio à Professora Dorinha (União) ao governo do estado, amarrado à candidatura de reeleição do senador Eduardo Gomes (PL). Ao mesmo tempo, Vicentinho Jr (PSDB) também está no campo da direita e já acenou a Flávio.
Já em Alagoas, aliados de Flávio discutem uma candidatura majoritária própria ou se fazem composição partidária com uma união da oposição. Ainda assim, defendem que ele terá um palanque forte no estado em qualquer situação.
As definições e indefinições de Lula e Flávio
O PT definiu em suas instâncias partidárias que vai priorizar palanques fortes com alianças em detrimento de candidaturas próprias. Assim, a sigla terá dez pré-candidatos a governos estaduais; e apoiará cinco nomes do PSD, três do PSB, dois de MDB e PDT, e um de União, PP e Republicanos.
Já o PL tem investido mais em candidaturas próprias e prevê ter pelo menos onze candidatos do partido. Isso não significa que não haja alianças com siglas de centro. Há o apoio firmado com ao menos dois nomes do PP, um do Republicanos e um do Podemos, por exemplo.
O único estado em que ambos os pré-candidatos têm indefinição é Minas Gerais. Enquanto o Lula insiste por Marília, Flávio ainda espera o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) indicar se concorrerá ou não ao Palácio Tiradentes antes de procurar por uma alternativa.
Fonte : CNN





