Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Em plena crise com os EUA, Brasil libera 55 militares americanos a entrar armados em território nacional e abala discurso pró-soberania

3 Min Leitura

Enquanto os governos do Brasil e dos EUA degladiam no campo diplomático, em razão da política protecionista e intervencionista de Donald Trump, o ministro da Defesa José Múcio Monteiro dá sinais de que na cooperação militar entre as Forças Armadas tudo segue normal entre as duas nações.

De acordo com o despacho decisório de Múcio, os militares dos EUA poderão entrar no Brasil acompanhados de armamentos, munições, equipamentos optrônicos, materiais de comunicações e demais materiais de emprego militar necessários à execução de atividades de adestramento.

Múcio também autorizou a entrada de 40 militares das Forças Armadas da França e 20 militares das Forças Armadas do Paraguai. Entretanto, o documento não menciona equipamentos militares para essas duas Forças.

Nesta quarta-feira, 26 de agosto, o ministro autorizou a entrada e permanência temporária de Forças Armadas estrangeiras no território nacional, incluindo 55 militares dos EUA, depois de causar polêmica em um evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), onde afirmou que “temos que abrir o portão” no caso de uma eventual invasão militar dos EUA ao país.

Quando e por que os militares dos EUA vão estar no Brasil?

Os militares dos EUA, da França e do Paraguai vão participar junto com as Forças Armadas Brasileiras do Exercício Formosa, entre 3 e 25 de setembro de 2026, em Goiás e no Distrito Federal.

O exercício, capitaneado pela Marinha do Brasil, ocorre desde 1988 e é considerado o principal momento de treinamento do Corpo de Fuzileiros Navais.

Antes, só a Marinha participava do exercício, com Forças Armadas de outras nações amigas, mas atualmente Exército e FAB (Força Aérea Brasileira) também integram a operação.

Formosa foi cancelada em 2025 no auge da crise Brasil-EUA

A 2ª fase da Operação Formosa foi justamente um dos exercícios militares conjuntos cancelados pelo governo brasileiro em 2025 em meio à escalada da crise diplomática com os EUA. O exercício teria a participação de militares norte-americanos e também de Forças Armadas de outros países, como China, França, Bolívia e Paraguai.

Oficialmente, a justificativa foi econômica, já que naquele ano o Brasil sediaria a COP30 e concentrava esforços na Operação Atlas 2025, considerada a maior operação conjunta entre as Forças Armadas na Amazônia.

No entanto, informações de bastidores dão conta de que o principal motivo foi o estremecimento das relações diplomáticas e a necessidade de ser coerente com o discurso pró-soberania de Lula, usado mais uma vez em 2026 em meio ao novo tarifaço anunciado pelos EUA contra as importações brasileiras em 16 de julho.

O novo tarifaço usou justificativas como corrupção, ações judiciais contra big techs norte-americanas, desmatamento, tarifas sobre o etanol e até mesmo o Pix que, na visão do governo Trump, desfavorece provedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA.

Fonte Sociedade Militar

Compartilhe este artigo