Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

Petistas culpam “fator Lulinha” por queda de Lula em pesquisa

4 Min Leitura

A avaliação positiva do governo registrou queda e atingiu 36%, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5). Segundo apuração do analista de política da CNN Pedro Venceslau, integrantes do PT atribuem o recuo ao chamado “fator Lulinha” — referência às investigações que envolvem Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito do caso do INSS.

O que dizem os petistas

Conforme relatou Pedro Venceslau, os petistas com quem conversou já esperavam um resultado negativo para o governo. “Já estava, portanto, segundo os petistas com os quais eu conversei, precificado”, afirmou o analista.

Para eles, a interrupção do momento de crescimento que Lula vinha apresentando nas pesquisas anteriores era uma consequência esperada diante do noticiário persistente envolvendo Lulinha, que traz ao centro do debate a questão da corrupção.

Pedro Venceslau destacou ainda que não é possível saber com precisão o quanto a pesquisa captou a repercussão do caso envolvendo Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

No entanto, o analista ressaltou que o levantamento certamente refletiu os desdobramentos das investigações ligadas ao filho do presidente. A expectativa, segundo ele, é que nas próximas pesquisas, caso o desgaste continue com a nova frente aberta pelo caso de Marcola, Lula apresente uma queda ainda mais consistente.

Intenções de voto no primeiro turno

Na pesquisa Genial/Quaest, que ouviu 2.004 eleitores de todo o Brasil entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o candidato do PT lidera as intenções de voto em primeiro turno com 39%. Em seguida aparece Flávio Bolsonaro, candidato do PL, com 30%.

Renan Santos (Missão), e Ronaldo Caiado (PSD), aparecem empatados com 4% cada. Romeu Zema (Novo), registra 2%. Brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados somam 8%, enquanto os indecisos representam 10%.

Segundo turno e avanço de Flávio Bolsonaro

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula mantém a liderança com 44%, ante 39% do adversário. No entanto, um ponto de alerta para os petistas é o crescimento de Flávio em segmentos onde Lula vinha avançando.

Entre os homens, Flávio voltou a ultrapassar Lula, com 44% contra 40%. Entre eleitores que se dizem de direita, mas não bolsonaristas, o candidato do PL passou de 53% para 66% das intenções de voto no primeiro turno, e de 74% para 81% no segundo turno.

Na avaliação dos petistas, apesar dos desgastes enfrentados por Flávio Bolsonaro — incluindo episódios como o “Dark Horse” e a briga com Michelle Bolsonaro —, ele ainda é visto pelo eleitorado que rejeita fortemente o PT como o nome com mais chances de vencer Lula.

Não há, por ora, sinais de transferência desse eleitorado para Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos ou Augusto Cury (Avante). O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Compartilhe este artigo