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Após avançar nas pesquisas, Flávio Bolsonaro intensifica campanha no Nordeste

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma ofensiva de campanha em estados do Nordeste, tradicionalmente associados ao PT, na próxima semana. A estratégia vem depois do avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência.

A previsão é que Flávio cumpra agendas no Ceará, em Pernambuco e na Bahia. A ideia é ampliar a presença do senador fora de seus principais redutos eleitorais e buscar espaço em regiões onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte presença política.

O movimento ocorre depois de duas pesquisas divulgadas nesta semana mostrarem um cenário mais apertado na disputa pelo segundo turno.

Na segunda-feira (7), a Quaest apontou empate numérico entre Lula e Flávio, com 41% para cada um.

Na terça-feira (8), o levantamento BTG/Nexus mostrou, pela primeira vez, Flávio numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno. O senador apareceu com 46%, contra 45% do presidente. O resultado, no entanto, ainda configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O crescimento de Flávio também aparece no primeiro turno. No principal cenário da pesquisa BTG/Nexus, Lula registrou 39% e o senador, 35%. Na rodada anterior, os dois tinham 39% e 33%, respectivamente.

Agenda pelo país

Antes da ofensiva no Nordeste, Flávio terá uma sequência de compromissos em diferentes regiões do país.

Nesta quinta-feira (10), a previsão é de agenda em Boa Vista (RR). Na sexta (11), Flávio estará em Manaus (AM). No sábado (12), terá compromissos em Macaé e outras cidades do Rio de Janeiro. No domingo (13), a agenda prevista é em Presidente Prudente (SP).

Na semana seguinte, a programação deve incluir Ceará, Pernambuco e Bahia, ampliando a presença do candidato no Nordeste.

Crise no STF

A intensificação das agendas ocorre também em meio à crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e a Polícia Federal.

Na terça-feira, o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão foi tomada no contexto da crise envolvendo relatórios de inteligência produzidos pela PF e ministros do Supremo.

Um dia depois, contudo, Flávio Dino reverteu as ordens e mandou Rodrigues e Almada serem reintegrados aos cargos de forma imediata.

Flávio tem explorado o desgaste entre integrantes do governo, da PF e do STF em seus discursos e manifestações públicas. No 7 de Setembro, o senador voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defendeu mudanças na composição do Supremo.

A campanha, por sua vez, mantém a avaliação de que a estratégia adotada deve ser preservada, com foco principalmente em economia e segurança pública.

Fonte R7

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