Uma das promessas que Rogério Marinho (PL-RN) tem feito na campanha à Presidência do Senado é reativar o Conselho de Ética, parado na gestão de Davi Alcolumbre (União-AP). A falta de atuação fez com que o órgão deixasse de investigar denúncias contra parlamentares, como as que envolvem Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
É sobre Flávio a primeira denúncia apresentada contra senadores eleitos em 2018, que encerram o mandato este ano. O primeiro pedido trata do caso de suposta “rachadinha”, apontando desvios de salários do gabinete enquanto ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. Enquanto a mais recente contra ele, de 28 de outubro, questiona a decisão de Flávio em deixar o Brasil, classificando o movimento como abandono do mandato.
Flávio perde o mandato em fevereiro do ano que vem, mas a pauta do Congresso deve seguir ativa apenas até dezembro. Sem mandato, os pedidos apresentados junto ao Conselho de Ética perdem validade, mesmo se o órgão for retomado, como tem prometido Marinho. O senador é atual líder da oposição e chefiou a campanha de Flávio. Ele se lançou à disputa com apoio do PL e tem sinalizado confiança na disputa, com análise de que tem mais de 40 votos (são necessários ao menos 41 para ser eleito).
A disputa ainda contará com Alcolumbre na tentativa de reeleição e com a candidatura de Tereza Cristina (PP-MS). A senadora sinalizou não ter interesse em dividir votos da oposição com Marinho, mas ambos mantêm os nomes ao cargo e devem investir na costura de apoio com outros parlamentares. A eleição será em 1º de fevereiro.