A população de Feira de Santana está sem entender o que está acontecendo com a saúde bucal no município. Moradores e usuários do serviço público denunciam o encerramento do atendimento odontológico em duas importantes unidades: a Policlínica do Parque Ipê e a Policlínica da Rua Nova. A informação ainda não foi oficialmente explicada pela Secretaria Municipal de Saúde, mas o fato é um só: a população está sendo privada de um serviço essencial.
Policlínicas fecham e ninguém explica
O silêncio da gestão pública diante do encerramento dos atendimentos na Policlínica do Parque Ipê e da Policlínica da Rua Nova gera dúvidas e revolta. Tirar um serviço de saúde da população sem explicação é, no mínimo, inaceitável. A comunidade pergunta: vai acabar o atendimento odontológico nas policlínicas de Feira? Até o momento, a Secretaria de Saúde não se pronunciou.
A realidade nas unidades: cadeiras quebradas, falta de material e procedimentos negados
A situação nas demais unidades não é menos grave. Relatos de pacientes colhidos em diversas regiões da cidade revelam um quadro de abandono generalizado:
🔴 USF Aviário I e II — Cadeira quebrada há muitos meses, sem previsão de reparo.
🔴 USF Liberdade I e II — Cadeira quebrada há muito tempo e falta de material de consumo.
🔴 USF Panorama I e II — Cadeira quebrada há muito tempo, sem material de consumo.
🔴 USF Panorama III — Dentista não realiza exodontia (extração). O serviço se restringe apenas à limpeza.
🔴 Policlínica Feira X — Dentistas não fazem extrações. Sempre alegam que o paciente está com pressão alta e o encaminham para a Policlínica do Tomba, sobrecarregando uma única unidade em plena atividade.
🔴 USF Irmã Dulce — Sem material de consumo há meses, e não realiza extrações.
🔴 USF Oyama de Figueiredo — Unidade com dois dentistas, mas sem instrumental e sem material de consumo para trabalhar.
Todos encaminhados para o Tomba — e agora?
O quadro é ainda mais grave quando se percebe que todas essas unidades estão encaminhando os pacientes que precisam de extração para a Policlínica do Tomba. Isso significa que uma única unidade está absorvendo a demanda de toda a cidade — o que resulta em filas, espera interminável e, na prática, nega o acesso ao tratamento. Os pacientes não têm para onde ir.
O povo cobra explicação
Usuários relatam que buscam atendimento e encontram portas fechadas, equipamentos quebrados, falta de insumos e profissionais impedidos de exercer sua função. A população pergunta, cobra e exige resposta:
“O prefeito precisa explicar o que está acontecendo. O serviço não pode simplesmente acabar sem ninguém dizer nada. Onde está o respeito com o povo de Feira?”, cobra um usuário.
Exigência de transparência
A reportagem aguarda o posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana sobre:
– O motivo do encerramento do atendimento odontológico na Policlínica do Parque Ipê e da Rua Nova;
– O cronograma de reparo das cadeiras odontológicas que estão quebradas há meses;
– A previsão de reposição de material de consumo e instrumental nas unidades;
– A razão pela qual os procedimentos de extração estão sendo negados e centralizados em uma única unidade;
– Se há plano de reestruturação do serviço ou se ele está sendo desativado.
O povo de Feira de Santana merece explicação. A saúde é direito, não favor.





