Em discurso na Câmara de Feira de Santana, o parlamentar criticou o uso do espaço acadêmico
Na manhã desta terça-feira (1), o vereador Edvaldo Lima usou a tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana para repudiar publicamente o anúncio de um ritual ligado à figura de Baphomet, que estava previsto para acontecer dentro do campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Durante o pronunciamento, o parlamentar celebrou a descontinuidade do evento e cobrou um posicionamento firme da reitoria da instituição.
Em seu discurso, o edil argumentou que a universidade pública, mantida com recursos dos impostos da população, deve ser voltada exclusivamente para o ensino, a pesquisa e a formação acadêmica e cidadã. Embora tenha ressaltado o respeito às garantias constitucionais de liberdade de expressão e de crença, o vereador sustentou que o ambiente acadêmico não pode ser utilizado para atos que, segundo ele, afrontam os valores de parte expressiva da comunidade local.
“A universidade pública é um espaço de formação científica, acadêmica e cidadã, sustentado pelo imposto do povo. A liberdade de expressão e de crença são garantias constitucionais, mas o espaço acadêmico não pode ser instrumentalizado para provocar e afrontar os valores da maioria da nossa população”, declarou na tribuna.
Ao comentar a suspensão do ato, Edvaldo Lima atribuiu o cancelamento à mobilização da sociedade feirense e de setores religiosos, reforçando que a reação da comunidade se deu por meio de orações e princípios, e não de violência ou preconceito.
O parlamentar concluiu o pronunciamento cobrando rigor da direção da Uefs na fiscalização de atividades no campus e reafirmando o compromisso do legislativo municipal com a defesa das famílias e o apoio à educação pública de qualidade.
ASCOM/edil





