“Nada é tão ruim que não possa piorar”. Essa parece ser a dura realidade que a população de Feira de Santana enfrenta quando o assunto é a saúde pública. E a confirmação veio de uma voz inesperada: um vereador da própria base de apoio do governo municipal, durante a sessão ordinária da última terça-feira (08).
No meio de uma discussão acalorada sobre melhorias para o setor, enquanto alguns edis denunciavam as condições precárias das unidades de saúde e outros anunciavam a implantação de serviços de saúde bucal, o vereador Galeguinho SPA fez uma afirmação que calou a todos e escancarou o que muitos já suspeitavam:
“O governo passado e o atual não mudou, é o mesmo, só mudou a cadeira.”
Uma frase simples, mas que revelou um sentimento coletivo e silencioso. Imediatamente, a concordância surgiu entre os próprios colegas: as práticas de gestão seguem iguais, independente de quem está no comando. E o resultado está visível por toda a cidade: a saúde está abandonada.
Unidades básicas e postos de atendimento funcionam com falta de medicamentos, de materiais básicos como gazes, luvas e utensílios essenciais. O que deveria ser um serviço de qualidade e garantido por lei, se transformou em uma espera angustiante e em risco à vida de quem mais precisa.
A declaração ganhou ainda mais força quando, ao ser apoiado por outro parlamentar da mesma bancada, Galeguinho reforçou a comparação:
“Tanto é o mesmo, que na campanha era: Colbert é Zé Ronaldo e Zé Ronaldo é Colbert.”
A frase lembra o bordão que marcou disputas eleitorais e deixa claro, na visão do próprio vereador, que não houve mudança efetiva na forma de administrar a cidade. Para a sociedade feirense, já não resta mais paciência: o descaso com a saúde pública ultrapassa limites, e a sensação é de que, a cada dia, a situação só se agrava.
Quem paga o preço são os cidadãos, que dependem do sistema público para cuidar da sua saúde e da de sua família. Diante de falas tão diretas e de uma realidade tão dura, fica a pergunta: quando a saúde de Feira de Santana deixará de ser promessa e se tornará prioridade de fato?





