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Feira de Santana sem comando: agente de bairro fecha rua, ameaça moradores e expõe falhas graves da gestão José Ronaldo

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Quem realmente governa Feira de Santana? A pergunta ganha força após um episódio chocante registrado na Rua Aeronave no bairro George Américo, onde um servidor público, nomeado pelo prefeito José Ronaldo (União Brasil), agiu como se fosse a autoridade máxima da cidade: interditou via pública por conta própria, ameaçou um cidadão e quase causou uma tragédia, tudo sem qualquer permissão dos órgãos competentes.

Conforme o Diário Oficial do Município de 04 de novembro de 2025, J R S S — conhecido no bairro como “Do Pão” — ocupa o cargo de Agente Regional da Administração Regional V, símbolo DA-6. Mas, no dia do ocorrido, ele ultrapassou todos os limites de sua função: montou palco, bloqueou a via e proibiu o trânsito de veículos para a realização da Festa da Colheita, promovida por uma  escola particular.

Onde está a autoridade legal para isso? Nenhuma. Segundo informações apuradas junto às secretarias municipais: na Secretaria de Trânsito (SMT), o servidor Nascimento confirmou que não há registro de solicitação ou autorização para o fechamento; na Secretaria de Cultura, a chefe de gabinete Sandra — também  declarou que nenhum pedido foi formalizado; na Secretaria de Meio Ambiente, o chefe de gabinete Cadmiel Pereira relatou que só há um ofício de solicitação para  uso de equipamentos de som, ainda em análise, sem deferimento. Três pastas distintas confirmaram: a ação foi totalmente irregular, feita às escondidas, sem comunicação ou fiscalização.

A situação beirou a tragédia. Um morador tentou passar com seu veículo para levar uma gestante a uma consulta médica e foi intimidado pelo agente: “A partir do momento que você sair você não volta mais, bora valendo, eu lhe provo que você não volta, quero ver se você vai mexer no tonel novamente, quem está dizendo é eu do Pão” e bate no peito. Vídeos também registram agressão contra o morador por parte de uma mulher apontada como organizadora do evento. O caso virou boletim de ocorrência, e os registros mostram o abuso de poder escancarado.

O bloqueio ilegal durou horas: estrutura montada desde antes das 8h, evento previsto para só começar às 16h. Até o caminhão de coleta de lixo teve que fazer manobras irregulares para cumprir seu serviço. Moradores afirmam não ter sido avisados e se sentem desrespeitados e coagidos.

Mas qual o limite de atuação de um agente regional? Não há lei ou norma municipal que atribua a esse cargo competência para interditar vias públicas, controlar fluxo de trânsito ou impedir o direito de ir e vir — prerrogativas que cabem exclusivamente a órgãos como a SMT, com processos formais e comunicação prévia à população. A função de agente é de articulação comunitária, não de tomar decisões que competem a diversas secretarias e ao próprio prefeito.

Diante disso, cobram-se explicações e responsabilização: onde estava o prefeito José Ronaldo enquanto seu representante agia como “dono da cidade”? Por que Sandra Perge, à frente da Secretaria de Administração e o secretário de Cultura, não fiscalizam a atuação dos servidores que saem autorizando realizações de eventos em vias públicas? Quem responde pelo risco que se abateu sobre a gestante e a família do morador ameaçado?

Este não é um caso isolado: é o retrato de uma gestão que perdeu o comando. Quando um servidor de nível DA6  acha que pode sobrepor interesses particulares ao direito coletivo e à Constituição Federal, fica claro: ou as regras não são aplicadas, ou quem deveria comandar não está no controle. A pergunta que não quer calar em Feira de Santana é simples: quem governa a cidade, o prefeito ou “Do Pão”?

Tudo está descrito no BO da Polícia Civil e comprovado em vídeos que também serão entregues as autoridades polícias.

 

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