Localizada no bairro Lagoa Salgada, próximo ao supermercado Sigma e ao Bar do Lelis, a rua Oscar Freitas está recebendo obras de pavimentação asfáltica em Feira de Santana. Mas o que deveria ser uma conquista para a população virou motivo de alerta e revolta: a prefeitura executa o serviço sem antes implantar a rede de esgoto e o sistema de águas pluviais — e ainda aplica o asfalto por cima do calçamento antigo de paralelepípedos, elevando o nível da via.
“Feira não pode se contentar com pouca coisa, nem com serviço porco de péssima qualidade”, criticam moradores, que já veem o risco se aproximar com a chegada do período de chuvas fortes.
O problema é simples, mas grave: sem estrutura para escoar a água, e com a rua agora mais alta que os acessos das casas, toda a água da chuva vai acumular na via e invadir diretamente os imóveis. “Não tem saída para a água. Quando chove forte, onde é que vai? Vai dentro das nossas casas mesmo”, resume um morador, que pede providências antes que seja tarde demais.
A prática de pavimentar sem resolver primeiro a infraestrutura básica contraria princípios elementares de engenharia urbana: a drenagem e o saneamento devem ser executados antes de qualquer revestimento final. Ao fazer o inverso, a gestão municipal joga o custo e o prejuízo diretamente para quem mora no local — e ainda desperdiça recursos públicos em uma obra que, provavelmente, terá que ser refeita em pouco tempo.
Os moradores esperam que a prefeitura realize a instalação das redes necessárias e ajuste o nível da via para garantir segurança. Caso contrário, a nova camada de asfalto não trará conforto, mas sim enchentes, danos materiais e prejuízos que ninguém quer ter que enfrentar.
Com informações de Assis Castro






