Um manifesto‑bomba, assinado por diretórios do MDB em 17 estados — e que representa 70 % de toda a convenção nacional da legenda — foi entregue diretamente na mesa do presidente Baleia Rossi, em Brasília, com uma ordem clara e definitiva: acabou o casamento com Lula e o PT!
O documento não deixa espaço para dúvidas, nem para “meias‑palavras”: a coligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está riscada do mapa! A ala majoritária quer neutralidade total na disputa presidencial — e isso, na prática, é um golpe no coração da base governista, que sempre contou com o MDB como “aliado de carteirinha”.
“Inconcebível e absurdo!” — a guerra aberta
A fúria dentro do partido é escancarada. O vice‑governador de Goiás e presidente estadual da sigla, Daniel Vilela, soltou o verbo e pôs fogo na discussão:
“É um absurdo e inconcebível que um partido com a história e o tamanho do MDB seja alvo de ataques desarrazoados, taxado como golpista até em desfile de Carnaval patrocinado pelo PT, e não deixe clara a sua posição interna!”
A frase é um tapa na cara da aliança que, durante anos, foi tratada como “eterna”. Para a ala rebelde, continuar com Lula seria entregar a própria identidade ao inimigo político.
Rachadura total: de um lado o governo, do outro a maioria
A crise é de proporções colossais: em estados como Pará e Alagoas, o MDB continua na base, com ministérios e cargos importantes — mas é a minoria. O resto do país, de norte a sul, mostra que o partido não obedece mais a comando de Brasília.
“Coligação zero”: agora o casamento é com o PSD!
E se alguém achou que era só “não apoiar”, a bomba vem pior: dentro do MDB cresce a paixão política pelo PSD, a legenda de Gilberto Kassab!
Já circulam os nomes que podem virar a nova dupla de aço: Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS) são cotados como candidatos próprios, e a articulação regional entre MDB e PSD já está a todo vapor — enquanto o PT fica sozinho na pista.
O fim de uma era?
O manifesto não é só um papel: é o aviso de que a “base ampla” do governo Lula perdeu sua maior força. Com 70 % da legenda batendo o pé, a pergunta que não quer calar é: Baleia Rossi vai aceitar a rebelião ou vai tentar queimar o partido para salvar a aliança?
O que se sabe é que, a partir desta terça‑feira, a política brasileira nunca mais será a mesma. O MDB, que sempre foi “o partido que está com quem ganha”, acaba de dar a maior virada da história: desta vez, está contra quem está no poder.





